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Vamos  fugir, sem pensar no depois (?)
Vamos construir um futuro, baseado em nós os dois (?)

(a rima)

São palavras que vão suar mal, talvez por serem palavras cruas.
Eu não acredito como é que depois daquela manhã tu ainda dúvidas de mim, e do que o meu coração sente! Depois daquela manhã em que subi o elevador, ansiosa por te ver, pois já tinham feito três dias sem te ter nos meus braços. Toquei à campainha, abriste a porta, sorris-te e abraçaste-me.
Enquanto me abraçavas, puxaste-me para dentro. Deste-me a mão, levaste-me à varanda, sentaste-me no teu colo (coisa que adoro que me faças), puxas-te dois cigarros e ali ficámos.
Olhámo-nos. Sorri-mos. Sonhá-mos. Até cantá-mos aquela música tão lendária que foi e é, aquela que eu sei que iremos gravar juntos, no teu suberbo estúdio de Vila Real.
Naquele dia, ouviste de mim, as coisas mais sinceras que disse em toda a minha vida.
Tentei  fazer-te ver que o que eu sinto é mesmo verdadeiro.
Mas pelos visto, falhei. Mais uma vez não foi suficiente. Amei-te, amo-te, e enquanto cá andar vou-te amar, mas tu não acreditas.
Um dia vais descobrir que te amei (amo) de verdade e aí, irás ver as lágrimas que por ti larguei.






A vida, a morte, amor, veneno, o bem, o mal!
A vida, a morte, amor, veneno, o bem, o mal!
A vida, a morte, amor, veneno, o bem, o mal!
Respiro profundo, deixo ir ao fundo, contam -se pelos dedos as noites que já não durmo,
Diz-me porquê que tens tanta raiva, diz-me porque convertarei o teu ódio, no sentimento mais profundo,
Dar-te-ei tudo o que tenho até o Mundo.