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Ela acha-se forte, mas não sabe para onde ir. Ela correu para ti. Só te via a ti. Só te amou a ti.
Não sou frágil. Não sou aquilo que murmuram. Já suportei muito, e quem me conhece sabe disso.  Não foste o rapaz que mais feridas fez, mas foste o que mais magoou. Poderia dizer que foste um erro. Talvez tenhas sido. Talvez eu não queira ou não consiga admitir, por te ter amado. Por ainda te amar. Fui-me iludindo. Fui esperando por algo que nunca esteve lá. Tantas vezes que pus o orgulho de parte e corri para ti. Tantas vezes agarrei a tua mão e pedi para que ficasses. Para que não nos deixasses, e principalmente para que não me deixasses. Ouviste as minhas palavras? Aquelas palavras que ao teu ouvido suspirei antes de a minha cabeça a teu lado deitar? Compartilhei-te a minha vida. Aliás, a minha vida não era só um livro aberto para ti. A minha vida era a tua casa onde adormecias com as minhas histórias, rias com as minhas idiotices, choravas com o mal que me provocaram outrora, e vivias do meu amor. Era assim. Era assim que era suposto ser. Não foi? Foi. Foi assim. E porquê que já não é? Acabou? Sim, pelos vistos acabou.  Sinto-me injustiçada. Enganada. Sinto-me um nada cheio de ódio e tristeza. Como é que uma só pessoa, consegue fazer tanto estrago. Eu devia de te desprezar. Eu devia de te odiar. Devia de te esquecer de uma vez. Devia de agir como se fosses um nada, assim como me fizeste um dia sentir. Eu devia de ser dura. Devia! Devia mesmo. E vou fazê-lo. Já deixei passar muito. Já esperei, já chorei, já corri e berrei. Já fugi demasiado de ti. Agora não vou fugir. Quem errou foste tu, e porquê que sou eu que fujo? BASTA. Não vou fugir mais. Vou encerrar, aqui, de vez o meu sofrimento. Quero ser feliz. Quero produzir felicidade. Era o que de melhor sabia fazer. Está na altura de reaprender. Quero puder abraçar a minha Joana Ribeiro e dizer-lhe que estou bem. Porque é o que ela mais quer ouvir, sabes? Ela sabe melhor que ninguém, o que ainda a minha mente suporta. Mas o meu coração está demasiado cansado. Ainda me lembro. Lembro-me como se fosse hoje. “Pára Ana. Pára de te martirizares.” O sufoco que ganhava na garganta sempre que passavas por mim. Inclino a cabeça e descubro que ainda havia uma lágrima que consegue escorrer. Sinceramente julgava que elas tinham-se esgotado! Afinal não. Fizeste-me prometer. Eu prometi. Não vou falhar. Nunca falho com promessas. Será eterno! Mas eu já não quero saber mais de ti, por muito que te ame. Não quero. Já não quero saber onde estás, com quem estás, como estás. Hoje eu disse-te. Tens alguém que te ama para além de mim. Esse alguém quer tomar conta de ti, como sempre o fez. Se não deste o devido valor a mim, que cuidei-te e amei-te, dá valor áquela pessoa. Acredita, essa pessoa merece. Para além de ter-te trazido ao Mundo, criou-te e neste momento está com o coração nas mãos, por causa da tua cabeça ainda não ter o juízo todo. Não agoires. Não faças porcaria! Fá-la sentir bem e segura de que tu estás bem. E terás uma vida bela. É o que ela e eu desejámos. Sê essência, não aparência. Sê corpo, alma e coração, tudo unido. Sê alguém melhor, eu acredito em ti. Ainda consigo acreditar nisso. Nunca te esqueças disso! Provavelmente irá fazer algum tempo até leres estas palavras. Mas sei que vais chegar a lê-las. Memoriza bem este dia, é o último que me preocupo em pensar em ti. É o último dia em que o teu nome fará parte da minha mente. Estou a enterrar a dor. Já está na hora.
Adeus dor, adeus amor.
Estou farta de drama, só volto aqui quando for para postar algo alegre, estou a precisar.