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Não quero, não posso, não vou chorar. 
É isto que eu penso sempre que foges. Sempre que te desligas quando o melhor mesmo é falarmos. Afastas-te sem dó de mim. Magoas-me. Com ou sem intenção eu já não sei. Já não consigo distinguir.
Ainda me lembro dos pedaços que colaste no meu coração, pedaços esses que faziam parte dos teus. Não me condenes por estas palavras. Mas há dor que mata quando vadia por dentro, bate nas paredes da minha mente de tanto querer sair, de tanto querer berrar, porque dói. Dói mesmo.
Tenho tentado manter a minha calma e perceber. Tenho tentado perceber-te. Eu achava-me demasiado complicada e complexa, mas vejo que és algo ainda mais difícil de se compreender. Talvez foi por isso que despertas-te isto que chamo de amor em mim. Posso estar a ser imensamente cruel, mas às vezes penso que sentes prazer,  ou necessidade de ver-me assim para teres uma prova viva do que sinto. Mas agora pergunto-te,  queres mais ainda? Admito, corroeu-me. E ainda corrói. Admito, tenho pavor de te perder. Admito, nunca ninguém me tocou, beijou e amou, como tu! És assim. Sempre foste assim. Cruel comigo. Mas bondoso ao mesmo tempo. Tanto sinto a felicidade ao pé de mim, como é invadida por solidão sem fim.
Vem assim, meio afim de mim. Não penses. Não fales. Não agora. Abraça-me.
Vem aqui e abraça-me!