Olá, cá estou a desabafar de novo continuando a manter estes sorrisos aparentemente verdadeiros, mas totalmente falsos, não quero ouvir perguntas ás quais não quero dar respostas. Tento manter aquele espírito de contente e inocente como sempre fiz, mas eu e o meu juízo sabemos que não é bem assim. Continuo a refugiar-me nos meus textos, mantendo-os alheios ao mundo lá fora, quero apenas a minha solidão. Ouço os maiores disparates das pessoas, mas misturo-me tentando dizer o menos que puder nesse campo, sei que não saberei o que dizer pois nem sequer gosto de falar no assunto, e remeto-me á minha existência, quero apenas viver a minha vida.Passo os momentos de mais silêncio na minha solidão nestas horas de serviço, silencio no exterior, porque na minha cabeça continua esta enorme discussão sobre tudo isto que se tem passado como sabes... Foi motivo de conversa o suicídio, que o ser humano quando está deprimido muda totalmente o comportamento, e que deveria haver mais atenção. Calo-me e ouço o que todos dizem e tento sobrepor a esta situação, não, não quero por termo á vida, mas o que dizem não é correcto. Como podem avaliar o comportamento de uma pessoa se quando a conhecem ela já está mudada? Tenho esse pequeno detalhe de não me conhecerem de outro lado, menos mal, sempre serão menos perguntas que irei receber. Não tenho um amigo com o qual possa desabafar sobre todos estes problemas, remeto-me a desabafar com o teclado, é o melhor que tenho e não me queixo pois esse pode não me responder, mas também não me dá maus concelhos. Não consigo deixar de pensar em ti, não vou dramatizar e dizer que passo noites em claro porque isso não seria verdade, mas não consigo adormecer sem pensar em ti, nos teus olhos lindíssimos e em todo o brilho que trazias aos meus dias cinzentos... Mudas-te a tua maneira de ser com esta situação, não consigo saber como vai ser, se consigo viver sem ti. Sinto-me só sempre a pensar que vai ser aqui o fim de tudo. Juro que sempre pensei que conseguiria sempre proteger-te. Tentei desistir de o fazer, mas não consigo pois a preocupação é maior! Eu não sou livre mesmo que pareça, eu estou preso a ti, eu tento manter a calma mas não consigo estar longe de ti por muito que tente dizer adeus, não dá para esconder este sentimento inconsciente e sem sentido.. Tudo que parecia ser tão conciso torna-se agora uma total mistura de peças, peças das quais eu não encontro encaixe entre elas, e fico desamparado. Já não tenho controlo, quero chorar, tento mandar-te uma mensagem a pedir-te para conversar mas em troca recebo um não, nunca tinha acontecido até o teu novo "eu" ter chegado... Sempre tiveste orgulho em mim por ter este espírito forte, talvez agora vais perder o orgulho em mim, pois o meu espírito já não é forte... Não passa de um caco que está a ir por terra a cada palavra que escrevo... E a cada palavra que escrevo começo a perceber o que o sujeito do tema inicial sentiu no dia em que pôs termo á sua vida... Tento e tento vezes sem conta encontrar um significado para esta vida, mas o único significado que tinha eras tu, aquela rapariga que tinha a personalidade mais encantadora que já alguma vez vi, que a cada palavra que os seus lábios teciam me transmitia um sentimento de paz de espírito. Sempre acalmas-te os meus demónios com as tuas palavras, e agora que não as tenho, não os consigo domar. Estou lentamente a ir abaixo, e tenho medo que isto me faça perder a margem de manobra, tenho medo de cair no precipício sem ter a tua mão para me segurar. Está a custar-me imenso estar de fora a ver-te mudar sem nada poder fazer, limito-me a sentir-me inútil perante tudo isto... Sempre pensei que as minhas palavras fossem tuas guias nos momentos mais difíceis, mas agora parecem nem a mim me guiar, pois estou aqui á imenso tempo a escrever palavras e continuo a sentir-me vazio... Não sei mais o que fazer, mas tenho de fazer alguma coisa caso contrário vou fazer asneiras cujo os danos vão ser irreparáveis e bem sei, enquanto ainda mantenho o juízo, que não é a melhor escolha que posso fazer neste momento. Era num momento como este que eu recebia uma mensagem tua, por muito pequena que fosse me iria fazer sentir melhor. Mas não recebi e está a ser difícil passar ao lado. Este vai ser o maior texto que vou escrever de certeza, mas será sem dúvida o que menos sentimento leva, mas no entanto leva muita tristeza. Tristeza essa que sei que decerto irás reconhecer ao ler. Sinto-me perdido mesmo sabendo perfeitamente o meu lugar, começo a pensar se o meu lugar será mesmo de fora, a ver-te viver, se calhar, estou a habituar-me á ideia de não ser bom o suficiente para ti, talvez ficar de fora seja a melhor solução tanto para ti como para mim, pois tenho vindo a sentir ao longo destes dias que estás cada vez mais fora do meu alcance. Vou fazendo o meu serviço para ao menos ir pensando noutras coisas... enquanto mantenho um nome e um posto na cabeça, não tenho um problema e o teu nome... se assim for que venham a noite toda...Sento-me a olhar para o que já escrevi e vejo que disse muita coisa sem dizer nada, será que estou a chegar ao fim? Ao fim de que? Como poderei saber se nem eu sei... forço o ombro, dói-me de estar cansado, mas vai dando para substituir a dor que tenho no peito. Funciona como a minha droga...
Estou a divagar por entre palavras que já nem para mim fazem sentido.
Vou manter-me no silêncio, vamos ver como será o amanhã.
(esta é uma das homenagens que te posso fazer, para já. tu sabes o valor incalculável que tens, mv#)